Papa Francisco em Cagliari: “Sem trabalho não existe dignidade”  

Il Pontefice in Sardegna affronta il dramma della disoccupazione: “Non è un problema solo dell’Italia, è la conseguenza di una scelta mondiale, di un sistema economico che porta a questa tragedia, che ha al centro un idolo che si chiama denaro”

(pt_bras: O Pontífice, em Sardenha aborda a tragédia do desemprego: “Não é um problema somente da Itália, é consequência de uma escolha mundial, de um sistema econômico que traz esta tragédia, que tem no centro um ídolo que se chama dinheiro.”)

 Sabem o porquê estou compartilhando a mesma notícia que vários jornais, gazetas, internet, redes de televisão, enfim toda a mídia brasileira já divulgou?

Porque por diversas vezes, hoje, ouvi a mesma notícia em uma das consagradas redes de notícias do Brasil – 24h. Uma frase do discurso do Papa, segundo o jornal, me chamara muita atenção:

Foi criada uma cultura de descarte para proteger a política econômica “.

Achei o máximo esta frase! Aliás, devo confessar que mesmo não sendo católica, eu admiro muito o Papa Francisco. E como para mim, o caminho do bem não tem fronteiras religiosas ou políticas, posso afirmar, muito a vontade, que este Papa é o verdadeiro “homem-de-bem”. É um homem de caráter, com atitudes e comportamentos coerentes perante a Sua Pessoa Papal, e às teologias religiosas e do bem-estar humano. Bem, deixando minha opinião sobre o Papa de lado e retornando ao seu discurso dominical na Comuna de Cagliari, continuo:

Primeiramente, a frase sinalizada acima, chamou-me a atenção porque a ideia é real e concreta. Tal “cultura ao descarte” foi algo planejado e implementado há muito tempo como uma das medidas para se suplantar a” Grande Depressão”. Que acabou por ocasionar uma superprodução como sabemos. Mas, não vou discorrer sobre a teoria das políticas de intervenção na economia (crise de 1929) aqui; posto que você encontrará isso na obra de Keynes – Teoria geral do emprego, do juro e da moeda, muito melhor do que eu conseguiria explicar.

Apenas quero realçar que a suposta frase do Papa Francisco, não seria irreal ou suposições suas de teorias reformistas da igreja, bem como do bem-estar comum e mundial. 

 – AS PESSOAS NÃO PERCEBEM QUE SÃO MANIPULADAS HÁ MUITO TEMPO –

Trazendo o retórica para a época e realidade brasileira, continuo com minhas explicações, do porquê resolvi compartilhar parte deste discurso: — Então, tendo eu, gostado da frase papal, resolvi pesquisar na web, qual era o seu conteúdo exato. Infelizmente, tal não foi minha surpresa quando percebi que não encontrava nada “parecido” com aquelas palavras que eu escutara, por diversas vezes, na mesma rede de televisão 24h.

Optei por pesquisar direta e novamente nos jornais italianos. E o quê percebi? Parte do conteúdo daquilo que fora dito, realmente, pelo Papa está muito mais implicado com a realidade brasileira do que eu imaginava. Assim como com a italiana, claro!

No entanto, pelas minhas pesquisas, não encontrei a frase, onde o Papa se referenciaria “à política do descarte”, no sentindo de “consumismo”; como sendo o escudo protetor para as políticas econômicas mundiais. O que não deixaria de ser verdade, como já o expliquei!

Constatei que parte da frase que eu gostara, foi omitida e seu sentido ficou bastante alterado. Por que será?

  • Porque ataca a política assistencialista na qual o governo brasileiro vem se pautando, para manter seus adeptos?
  • Ou terá sido um simples “engano” de tradução?

Bem, como sou descrente da ingenuidade de nossas mídias, “acredito” ser conluio mesmo; e, principalmente, descompromisso com a clareza e veracidade nas traduções dos discursos pronunciados por personalidades internacionais. Além, claro, não posso deixar de pensar: “numa manipulação da informação para proteção da política interna em prática, além dos grupos envolvidos.

Manipulação, por omissão, de qual informação?

Das palavras do Papa que deixariam o governo brasileiro exposto a situações embaraçosas perante a população cristã e geral do país, em confronto com as duras críticas feitas, por Sua Santidade, aos governos que praticam o assistencialismo como forma de garantir a popularidade e soma de votos.

Situações, que eventualmente, obrigariam a nossa Representante Legal a prestar esclarecimentos quanto às tais críticas – que a maior sumidade eclesiástica do planeta – o Papa Francisco – fez a nossa política atual:

A política mais assistencialista, corrupta e sem ética do mundo.

Por este motivo, abaixo, compartilhei na íntegra os dois parágrafos dos discurso papal, que servem, também, para nós: brasileiros!

Para o povo que não sabe o que é dignidade; e, se contenta com as migalhas deste governo. Que ao meu ver, contraria até mesmo o tratado do “Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais“, resolução n. 2.200-A (XXI) da Assembleia da Nações Unidas e ratificada pelo Brasil em 24 de janeiro de 1992.

Um governo que embota o povo com festins e bolsas consolo, enquanto os diverte com a proliferação e massificação de uma cultura de diversões inúteis e avassaladoras do pensamento livre, da ética, bons costumes e moralidades.

Abaixo, um recorte do discurso do Papa Francisco e minha tradução de parte dele. Proferido hoje (22.09.2013) em Cagliari, Sardenha à massa de desempregados, presos e pobre que o assistia.

O Assistencialismo Pernicioso
  • “È difficile – ha affermato ancora il Papa – avere dignità senza lavorare! Questa è la vostra sofferenza qui! Questa deve essere la vostra preghiera: lavoro, lavoro, lavoro! Lavoro significa dignità, lavoro significa dignità. Per difendere questo sistema idolatrico si installa la cultura dello scarto, si scartano i nonni e i giovani! E dobbiamo dire: vogliamo un sistema giusto, che ci faccia andare avanti tutti! Dobbiamo dire: noi non vogliamo questo sistema economico globalizzato che ci fa tanto male! Al centro deve esserci l’uomo e la donna, come Dio vuole! Non il denaro!”.
    • (pt_bras:) “É difícil – disse, ainda, o Papa – ter dignidade sem trabalhar! Este é o seu sofrimento aqui! Esta deve ser a sua oração, trabalho, trabalho, trabalho! Trabalho significa dignidade, trabalho significa dignidade. Para defender este sistema idólatra se instala a cultura do descarte, se descartam os avós e os jovens. E devemos dizer: queremos um sistema justo que nos faça caminhar para frente, todos! Devemos dizer: Nós não queremos este sistema econômico globalizado que nos faz tão mal! No centro, deve haver um homem e uma mulher, como Deus quer! Não o dinheiro.”
  • “La cultura del lavoro, – ha affermato il Papa – in confronto a quella dell’assistenzialismo, implica educazione al lavoro fin da giovani, accompagnamento al lavoro, dignità per ogni attività lavorativa, condivisione del lavoro, eliminazione di ogni lavoro nero. In questa fase, tutta la società, in tutte le sue componenti, faccia ogni sforzo possibile perché il lavoro, che è sorgente di dignità, sia preoccupazione centrale! La vostra condizione insulare – ha aggiunto Francesco ai lavoratori sardi – poi rende ancora più urgente questo impegno da parte di tutti, soprattutto delle istanze politiche ed economiche”. Francesco ha ribadito che la crisi economica europea e globale “è anche etica, spirituale e umana”. 
    • (pt_bras:) “A cultura do trabalho, – afirmou o Papa -, em comparação com a do assistencialismo, implica em educação no trabalho desde jovem (ou até quando jovem), acompanhamento do trabalho, dignidade à qualquer atividade laborativa, partilhamento do trabalho e a eliminação do trabalho ilegal. E nesta fase, toda a sociedade e todos os seus componentes, façam todo o cada esforço possível (ou seu próprio esforço) porque o trabalho é que é a fonte de dignidade, que seja a preocupação central! Sua condição insular (marginal), – acrescentou Francisco aos trabalhadores de Sardenha -, pode somar , ainda, mais urgência no empenho da parte de todos, especialmente, das instâncias política e econômica “. Francisco reforçou que a crise econômica européia e mundial “é também ética, espiritual e humana.
  • La preghiera con detenuti e poveri: Francesco a continuato: “Carità non è assistenzialismo, ma scelta di vita, è un modo di vivere e di essere, è la via dell’umiltà e della solidarietà. […].  “La parola solidarietà rischia di essere cancellata dal vocabolario, perché dà fastidio”. 
    • (pt_bras) No encontro com os presos e pobre: Francisco continuou: “A caridade não é assistencialismo, mas escolha de vida, é um modo de viver e de ser, é o caminho da humildade e da solidariedade. […] “ A palavra solidariedade corre o risco de ser excluída do vocabulário, porque dá enjoo (nojo) 
  • l’incontro con i poveri assistiti dalla Caritas e alcuni detenuti del carcere:  “Alcuni si fanno belli, si riempiono la bocca con i poveri; alcuni strumentalizzano i poveri per interessi personali o del proprio gruppo. E’ umano – ha ammesso Francesco – ma non va bene: è peccato grave perché è usare i bisognosi, che sono la carne di Gesù. Uso Gesù per la mia vanità e questo è un peccato grave”. “Sarebbe meglio – ha concluso – che queste persone se ne rimanessero a casa”.
    • O encontro com os pobres das irmãs Caritas e alguns detentos do cárcere: “Alguns deles se fazem interessantes, enchem a boca com os pobres, alguns exploram os pobres por interesses pessoais ou de um grupo. E humano – admitiu Francisco -, mas não é bom! É pecado grave, porque estão usando os necessitados, que são a carne de Jesus. Usam Jesus para suas vaidades e isso é um pecado grave”. “Seria melhor – concluiu – que essas pessoas permanecessem em casa.”

– os negritos são da minha parte –

(Caso algum dos leitores ou eu mesma, venha encontrar igual teor e conteúdo distribuídos pelos jornais e mídias locais, considerem sem valor meus apontamentos e elucubrações acerca da tradução e manipulação das informações pela mídia oficial. Por Zaida Machado)

Assinatura Zaida Machado

Referências:

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